o dique do castor

2006-04-30

 

KICK THE BUCKET…


Alector queria ser como o Felipão e dar um pontapé no penico… Não que ele gostasse de vir a ser treinador de futebol ou tão-somente passar a perna a uns ingleses que andavam a fazer um cagaçal das caraças todas as noites, aí por volta da uma da matina, já com umas loiras bem aviadas no bucho, à mistura com uns uísques made in Sacavém… Não… o penico era outro, era mais para o lado do balde e o pontapé, esse era uma coisa mais parecida com aquela vontade de arrear o calhau quando estamos num velório e nos começamos a contorcer e a apertar o esfíncter com todas as ganas que temos, para não sair um som clarinetado e a terminar em "plofff"…

Alector gostava de ser como o Big Phil, porque, se assim fosse, estaria à vontade para dizer certas coisas… enfim…

Alector pensava que, se ganhasse o que o Scolari ganhava com o contrato com a FPF (é Federação Portuguesa de Futebol, não é isso que estão a pensar…), mais do que o Presidente da República e os Ministros ganhavam todos juntos, seria bem mais interessante pensar na pobreza dos outros, na solidariedade para com o gato da vizinha que dormia todos os dias ao relento, no problema das fábricas a fechar e no desemprego a aumentar…

E assim, poderia sempre dizer que não estava para aturar ninguém, que estava muito bem onde estava e que até estava um pouco insatisfeito, mas que era só com a invasão da privacidade… tadinho…

E podia continuar a gozar à tripa forra com o maralhal, mesmo não ganhando os 350 mil Euros/mês que tinha pedido aos inglas… e dizer à boca cheia: "esse tipo de coisa é parte de uma outra cultura, não é parte da minha…", como se nunca tivesse dito nada em contrário…

Rôda-se! Alector queria ser brasileiro e ganhar só 130 mil euros mensais como os actualmente recebidos pelo Big...

E vocês? Não gostavam de ser treinadores de futebol em vez de serem uns… cala-te boca…?!...

E agora um Apelo: " Por favor, TENHAM TENTO NESSA LÍNGUA!!! "



2006-04-24

 

O RAP DO CASTOR... ( participação especial da (+K)P! **... )


Ai, a vida de um Castor
É reles com'ó camano…
Enquanto ele trabalha,
Outros gozam todo o ano…

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

Uns têm ar condicionado
Ou mergulham em piscinas;
Outros vivem em pecado
Entre whisky e garinas …

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

E o pobre do Castor,
Sempre, sempre, a trabalhar…
Tadinho do roedor
Que também quer pecar…

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

Desgraçadinho do Castor,
Já não está good da tola…
Está mesmo a precisar
De beber 1 cervejola…

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

REFRÃO:
Isto é letra p'ra cantar…
Isto é letra rap and rock…
Vamos lá então mamar
Uma bruta superbock…

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

É uma terra danada, **
Um "paraíso" perdido
Onde todo mundo rode,
Enquanto não é rodido.

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

Rodem moscas e mosquitos, **
Caranguejos e escorpiões,
Rodem pulgas, carrapatos,
Empregadas com os patrões

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

E neste tronco roído, **
Que há sempre o que falar,
Tá o nosso migo tadito
Fartinho de trabalhar... hiéééé...

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

Parece que a natureza **
Vem-nos a todos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para a roder...

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…

REFRÃO:
Isto é letra p'ra cantar…
Isto é letra rap and rock…
Vamos lá então mamar
Uma bruta superbock…

Coro:
-Bué de bom… bué de bom…
-Bué de bom… bué de bom…


(Repetir até à exaustão, "do copo"ou "da garrafa")

CONCLUSÃO:

Façam como o Castor: usem a boca e toca a trabalhar, malandragem!!! ehe,ehe,ehe...



E agora um Apelo: Por favor, LIMPEM O SEBO A MEIA-DÚZIA!!!



2006-04-17

 

ISTO SÓ VISTO...


Há uns tempos atrás, resolvi dar uma volta de autocarro - Carris Bus - para ver se ainda me lembrava do "old time fashion" em que se conseguia sentir os diferentes cheiros alados das hordas que, de supetão, tomavam de assalto o "Cavalo de Tróia", no intuito voraz de o domar, de maneira a, à rédea curta, conseguirem dirigi-lo às paragens desejadas, para, de um modo frenético, olhos esbugalhados, pisões nos calos dos empecilhos, empurrões convulsivos e muitos "com licenças…" ou "merda!!! abram a porta!...", finalmente se libertarem da besta e inspirarem finalmente aliviados o ar poluído mas menos mal cheiroso, com cara de quem conseguiu finalmente vencer a batalha da sua vida.

Bom, no meu trajecto, o autocarro lá se foi enchendo. De tal modo encheu, que uma "madama" que ao que parece não gostava daqueles encostos amigáveis e sensuais que por ali se dão, entendeu por bem sentar-se no local reservado ao depósito de malas, sacos e afins e que fica, como todos sabem, nas traseiras do assento do motorista.

Na paragem seguinte, entrou um homem cego com um saco talvez com 1 metro de altura, cheio de bugigangas. Ora o cego, bom sabedor que os autocarros têm o tal depositário, achou que o melhor era aliviar-se do carrego e colocar o saco no bendito local. Mas com um raio, admirado, assim que fazia a tentativa de o pôr lá, logo sentia um obstáculo estranho que o impedia de consumar os seus intentos…

E o que se passava? Como podem calcular, era a "madama" a afastar o saco com as duas mãos, não fosse o dito cair-lhe em cima.

E a coisa estava assim nestes preparos: o cego tentava pôr o saco no depositário e a "madama", no depositário, fazia tudo para impedi-lo. E o cego, sem perceber patavina do que se estava a passar, tentava novamente pôr o saco no depositário e a "madama", continuava a tentar impedi-lo. Esta cena repetiu-se umas três ou quatro vezes, até que o cego, perdendo já a paciência, tentou atingir o que se passava com tanto senão e vai daí, estendeu a sua sábia mão para a frente e, tacteando, deu de caras com a cabeça da "madama". Estupefacto, passou-lhe a mão pelo pêlo, desceu tacteando pela face, olhos e boca e aí, então, percebeu tudo...

Com um ar abatido e finalmente conformado com a sua pouca sorte, agarrou no saco com as duas mãos de encontro ao peito e desabafou em voz alta para os seus botões, mas de um modo solene, dizendo: " - Isto só visto!!!! Contado não dá para acreditar!!!"

E agora, um Apelo: Por favor, DEIXEM O GALO CANTAR!!!


2006-04-11

 

VÁ LÁ!... NUM QUEIRAM SER OBEILHAS RANHOSAS…


Discurso do Professor Doctor Honoris Causa Alector Castor, o Mestre de Sendim, licenciado pelo dique mirandês que nun yê de onte, detrasdonte ou trasdontonte mas cunta cun uito séclos de eijistência:

Macacada!

Venho em nome da honradez, ufania e pundonor dos animales, principalhemente du lhobo (vá-se lá saber o porquê das cousas), defender o real e verdadeiro NOME de todos os animais (sobretudo das obeilhas, das muscas e das bacas) que se sentem ofendidos, ressentidos e magoados na sua integridade moral e constrangidos no seu decoro íntimo e ético, por certos e determinados gajos da espécie humana que, com grande abuso e débil imaginação, baptizam os seus descendentes com nomes de animais, transformando-os, com esta actuação secular, em coisas assaz vulgares, pouco dignas de respeito e sem bontade de dá-le ua risa mui grande…

Já viram, por exemplo, os pobrezinhos dos animais em fase de crescimento, a sentirem-se embaralhados, embaraçados e confundidos, ao ouvirem chamar pelo seus nomes e aparecerem despois d'aqueilha cumbersa toda uns putos muncosos, aos berros, a fazerem birras e a estarem mesmo a pedir uns balentes çupapos?

Quem nunca chamou "cabrão" ao gajo que nos ultrapassa pela direita? Quem não ouviu dizer que a vizinha do lado, a boazona que lambe os beiços, é uma grande "vaca"? E que o vizinho, o marido, coitado, é um "boi" e que o gajo que a anda a "comer" é um "melro" do caralho?

Num ay direixo! Já viram a vergonha que é um puto ter o nome de Juvelino Coelho Rato, ou uma garota ser apelidada de Rogélia Barata Cordeiro!... Num ay rendimento!!!

Assim e a propósito daqueles textos que vêem nos maços de tabaco, venho propor uma lei que obrigue todas as faculdades e universidades de medicina veterinária, clínicas veterinárias, marcas de ração, brinquedos para cachorros e gatos, gaiolas, parques temáticos e aquários de toda a forma e feitio a exporem, em local visível e destacado, a seguinte parangona:

"Proíbe-se a transposição de qualquer nome de animal para a espécie humana. A violação desta proibição constitui infracção às regras elementares de convívio entre as espécies e depois não se queixem, lebam uas paladas i fican mancos.

Não ofenda a personalidade dos animais. Deixe-se ficar com o nome de Libório ou de Alípio, de Jaquina ou Domitília ". Não chateie, rôda-se!!!

E, já agora, um APELO: Por favor, DEIXEM O PAIXARICO BOLAR!




2006-04-05

 

AUTO-PLÁGIO...


Hoje apetece-me imitar (sim, porque um star-beaver tambem tem apetites e dos sérios) a soap light writer Margarida Rebelo Pinto (marca registada).

Em sua honra (honra dela e não dos apetites que ainda é cedo para a janta) e porque acho que a gaja tem todo o direito a copiar-se, a repetir-se (por acaso até é bem boa para se tirar cópias dela) e a reduzir o trabalho do intelecto, para poupar na escrita (que o tempo não está de feição nem para o abecedário), repito, em sua honra, vou também fazer o mesmo, ou seja, vou auto-plagiar-me e ninguém tem nada com isso, não estou a tirar o copyright a ninguém senão a mim próprio, propriamente dito e até faço menos do que a jovem, já que não levo nem mais um tusto por isso nem ando de botas altas pelos passeios d' (AL) fama.

Quanto ao facto da Pinto (marca registada) levar o pessoal a ler (no caso dela, a fazer comprar) textos já lidos, relidos e treslidos, como diz a Paula Bobone, "Isso agora não interessa nada, queridos!", até porque esta é a minha 1ª vez e ainda vai ter que haver uma 2ª e uma 3ª antes duma 4ª para moi-même imitar os métodos espertalhaços da Star-Blonde, até porque um gajo não consegue mudar de religião assim, de um dia para o outro.

Posto isto, vamos ao auto-plágio em 3 partes!

1º auto-plágio - Quando hoje acordei, o primeiro pensamento que me veio à cabeça, vá-se lá saber porquê, foi o facto de já não existirem penicos nas nossas vidas, nem nas mesinhas de cabeceira (agora só têm gavetas e por isso é impossível meter um penico lá dentro) nem sequer debaixo das camas, a maioria das quais são tão baixas e têm uma tal configuração, que nos fazem ter sensações de alguma frustração quanto à potencial, multifacetada e menos óbvia utilização das ditas cujas.

Depois de um pequeno momento de reflexão sobre tão afamado instrumento, dei comigo a pensar que um tosco passa metade do mês a trabalhar para a gestora doméstica e a outra metade para pagar os produtos que ela reclama, não vá ela dar de frosques.

2º auto-plágio - Enquanto tomava o banhinho matinal da praxe, lembrei-me do meu amigo Geninho:

Sempre que vai beber um copo a minha casa anda constantemente à cata de CD`s para gravar, só que o coitado, por muito que esmere o danado do ouvido, sai quase sempre com as mãos a abanar. Diz ele que eu tenho um gosto esquisito para a música e que até percebe porquê, pois é da forma que "assim, um gajo não empresta CD`s a ninguém".

Dá gosto vê-lo fechar os olhos numa postura altamente compenetrada, mas com um esgar irónico ao canto da boca, como quem está a ter um imenso gozo e egoisticamente o quer ter só para si, para, de repente, abrir os olhos como quem está a ver o fogo de artifício da Madeira e dizer: "- Eh, pá! Mas quem são estes gajos???!!! Tens gostos peculiares, mas a música…" - cala-se, beberrica mais um pouco de whisky, fica-se por ali sem tugir nem mugir e volta a repisar no armário dos CD`s.

Eu insisto sempre com ele: "ouve lá, pá, não queres ao menos perguntar a alguns dos teus amigos se eles também não conhecem Tori Amos, Lynyrd Skynyrd, Andreas Vollenweider, Blue Öister Cult, Nicole, Oliver Shanti, Steeleye Span ou Steve Forbert, por exemplo?"

E ele encolhe os ombros, continua a beberricar e diz: "bem, os gajos que eu conheço também são estranhos, são…, mas…nãããã…, os gajos não conhecem estas porras…"

Auto plágio final, antes de me pôr "nas putas":

APELO: "POR FAVOR, CAGUEM NISSO E PONHAM AO PEITO!!!"




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