o dique do castor

2006-10-27

 

Pensamento da Minhoca (III) - Vodafónix e outros que tais...

VODAFÓNIX que os desovou com a TóMaNada, que isto assim não dá RENDIMUS, só dá PÉSSIMUS!!!!!!

Eu ainda não abrangi nem abarquei porque é que o Ministro da Saúde anda a ficar com os cabelos brancos por causa da vacina anti-gripe, quando deveria era andar preocupado com uma nova calamidade pública: Os sintomas DIGITAIS cá do pessoal!!!!!

Onde é que já vai a febre das aves... as notícias por esse mundo fora dão actualmente conta da febre ou do "síndrome do mosquito" como já é conhecida a pandemia: consiste numa alta-frequência que irrita o sistema auditivo do pessoal jovem, mas não é perceptível aos cotas que até já tinham aprendido a "topar" o toque leve do "vibrator". Os génios da Compound Security Systems (CSS), sediada em Inglaterra, defendem que este toque (subversivo) tem o seu lado positivo: vai fazer com que os gajos evitem ouvir música tão alta, pois só os que ouvem bem é que são capazes de ouvir o som, ao mesmo tempo que irá voltar a cultivar as boas relações entre vizinhos (hoin, hoin, hoin... esta é minha).

Este mês uma empresa também do Reino Unido "Remote XT" lançou já a nova geração de telemóveis: os gritantes. Por 15 euros por mês, um gajo tem a certeza que se o seu telemóvel for roubado, aquela gaita começa a gritar que nunca mais ninguém o cala. Expliquem-me como se eu fosse de uma cena de outro filme: um gajo paga mensalmente um serviço para que só seja activado quando ficar mesmo sem eles (telemóvel e serviço, claro...)… mesmo que seja aos gritos... Ganda pinta...

E o que me dizem do resultado cacofónico que fará parte do "Concerto de 15 minutos para telemóveis e orquestra", de David Baker, interpretado pela Sinfonia de Chicago?
Pela 1ª vez no mundo, uma orquestra irá fazer-se acompanhar por telemóveis, com o objectivo de reflectir "o maravilhoso balanço que existe entre a ordem e o caos na sociedade". E é esta cena que irá abrir a 20ª temporada de música clássica da Sinfonia de Chicago. Carago, carago, tou mesmo doidinha da silva, ou são os gajos que, com tantos toques dados na teclas, já perderam a função?

E o que dizer dos Downloads Sexys que se podem fazer, com tipas bem desempenhadas a mostrarem-se no aparelho e a sussurrar às 7H00 aos ouvidos de um gajo: "Acorda, cariño, mi vida sin ti ya no tiene màs sentido...". Rôda-se, como diz o Castor!!! É preciso ter-se ao lado uma minhoca bem forte para aguentar com aquele amor todo…

E os SMS (Sou Mesmo Saloio) e os UMTM (Um Maluco Tem que ter Móveis) a dizer que a tartaruga está com gripe, o peixinho amarelo morreu, ou a mostrar o trauliteiro de uma gaja, a desfazer-se em cristais coloridos que se espalham pelo visor?

Onde é que está, afinal, o fiel amigo do cão?
Nunca ninguém sobreviveu a tanto, com tão tenra idade...hoin, hoin, hoin!!!

Nááá… Isto já lá não vai nem com genéricos…

2006-10-22

 

ERA UMA VEZ...


Era uma vez um sabonete que tinha a mania que era superior a todos os outros sabonetes. Dizia ele que a sua marca era a melhor marca de todas as marcas que eram conhecidas. A marca era Colgantos-Palmócrates com um leve cheiro a Pinho de riga e a Campus de leitugas.

Um dia o Palmócrates resolveu inverter a espuma visco-elástica e transformou uma SCUT numa AUTORUT; o Colgantos, para não ficar atrás, espumejou em aerosol expandido também e zás-catra-pás, imposturas indirectas para esfregar os opositores mal-cheirosos. Então, num assomo de fedentina milenar, o Pinho expeliu um halo P2P de natureza nobre e aristocrata e acabou de vez com a krise e o Campus, só para chatear, exalou um ampliação de 6% nos seus derivados e decorrentes… Todos, assim, de supetão… assim, sem mais nem ontem… E sem irem na leva d'água gaseificada com 605 forte, rôda-se!...

Moral da história: não há um único sabonete que não tenha quatro tipos de banha, soda cáustica e um pouco de detergente na sua composição, só para lavar as asneiras…

E agora uma réstea de APELO: Tirem os anéis antes que os dedos se vão...

Castor Col(gate)- Palmo(live)


2006-10-19

 

Pensamento da Minhoca II - Acredita. Tu consegues!

Eu sei que sou uma Minhoca e que, por (in)gerência da minha própria natureza, não vejo, por vezes, um palminho à frente da terra. No entanto, isso não significa que eu seja "desminhocada" até porque o meu amigo Castor, apesar de não me deixar escrutinar muito além, sempre vai abrindo o fecho éclair da tolerância, que é como quem diz, sempre vai apoiando as minhas deambulações...

Todo este falatório para falar de um anúncio que me põe a espinha em espiral, as cerdas todas inchadas e o corpinho num fuso (se bem que o Castor está sempre a dizer-me que não me posso esticar muito, porque parece mal, provoca observações desbragadas, perversões de linguagem e alguns gestos técnicos perfeitos, ver uma minhoca assim muito direita...!!!)

Ah, o anúncio: pois…, é o tal que aparece com um bilionário - de seu nome "Comendador" Joe Berardo - sentado numa poltrona construída não sei em que meio século, em plena serra não sei de quê mas virado para o mar, poltrona essa que pertenceu a não sei quem e que mostra o homem a modos que no topo do mundo, com um ar muito rico e de muito bom gosto.

Ora, não lhe retirando o mérito, tanto mais que é madeirense (hoin, hoin… - esta é dedicada ao Andesman e ao Soslayo) e lhe é reconhecida a bondade de muitas das suas acções humanitárias, sendo também um dos homens mais ricos de Portugal, com investimentos em muitas áreas do nosso investimento e com uma colecção de arte que ultrapassa muitos museus que por aí andam, há uma coisita que tenho que dizer, senão ainda regurgito erva.

É que, apesar de todas estas "bem-feitas e grande-feitas" o anúncio põe o homem (que até veio do nada, convenhamos dizer e pelo que dizem) com um ar de satisfação tão grande, tão grande, assim próprio de um rei ou senhor do mundo, que em vez de me levarem a querer ter um cartão American Express, levam-me a abominá-lo e a só querer café. Ainda por cima, a voz off feminina que aparece em surround, em jeito confiantemente babado e ultra sensual, imprime um ar ainda mais piroso ao anúncio.

Olha, Joe, tu só estás desculpado, em 1º lugar, porque és patrício de 2 amigos da caminhada blogosférica e quem é amigo do meu amigo, meu amigo é… e em 2º lugar, porque quem está 5 anos à espera que os governos, as burocracias, as autoridades, ou os entendidos decidam o lugar apropriado para a tua colecção de arte, merecia muito melhor do que um reles anúncio a dizer "Acredita. Tu consegues!"

Não dá para acreditar, pessoal! Toda a gente vê que o Joe não consegue… será que ele não acredita?...

Ora-m'esta!!!Vê-se mesmo que isto já lá não vai nem com genéricos!!! Hoin, hoin, hoin…

2006-10-14

 

SOU CASTOR, MAS NÃO SOU BURRO…



Eu já tinha desconfiado… sou Castor mas não sou Burro, principalmente agora que tenho uma minhoca ao lado, ehe, ehe, ehe…só não queria acreditar… mas que tudo tem a sua explicação, lá isso tem… e pior, está destinado que assim seja. Ok, vocemessês não estais a perceber patavina da lamúria, mas eu explico.

Ora vejam lá se não tenho razão na analogia:

José Sócrates <--------IN/OUT-------> Fernanda Câncio

Está bom de ver que a namorada do nosso Primeiro não anda a fazer o trabalho como deve ser, até já começou a deitar-se à sombra da bananeira e a desprezar a minhoca do artesão e depois nós é que as pagamos todas de uma penada. O homem farta-se de dar ao dedo, à língua, aos braços e às pernas e mais a não sei a quê e não pára, o marau… não pára… até parece que anda a tomar drunfos (os nobres chamam-lhes anfetaminas, acho) e o homem não pára... não pára... pouca terra, muita terra... pouca terra, muita terra...

Ó Fernandinha, TU "câncio" lá se faz favor, que o chefe anda alucinado e, se não o pararmos com outro tipo de estímulos, ele dá cabo de nós enquanto o diabo esfrega um olho, com tanto estímulo reprimido!!!

Rôda-se no homem!!!…

E agora, um APELO: CRIEM RAPIDAMENTE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE ALERTA PRECOCE!!!


2006-10-13

 

Pensamento da Minhoca - I

Ainda há coisas extraordinárias que me acontecem... a vocês não?

Hoje abri a minha caixa de correio (não, meus senhores e minhas senhoras, não é aquela caixa virtual que agora andam a apregoar, não... comigo é sempre tutti ao natural, com cócózinho de pássaro a escorregar e teias de aranha a enfeitar ...) e o que saiu de lá, hein?

Um aviso do banco a comunicar que a taxa de juro do crédito à habitação vai aumentar novamente...Ora, ele há coisas extraordinárias, não há?????

Quando é que alguém se lembrará de me enviar um cheque de 1 milhão de euros limpinhos, sem necessidade de certificado de limpeza sobre branqueamento de capitais, ou uma notificação do banco a avisar que fiquei isento do pagamento da casa porque eles deixaram finalmente de querer abotoar-se com o dobro daquilo que emprestam, ou ainda, talvez, uma carta das Selecções do Reader's Digest a dizer que ganhei um daqueles BMW azuis escuros... só para variar, hein????

Agora um aviso do banco a comunicar que a taxa de juro do crédito à habitação vai aumentar novamente... Ó angústia das angústias… Francamente... Digam... digam lá então que não há coisas extraordinárias neste mundo... hoin, hoin, hoin…

... Ora-m´esta!!!! Isto já lá não vai nem com genéricos!!!!!!

2006-10-09

 

COMUNICADO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO DIQUE DO CASTOR


Após aturado estudo, verificados os prós e contras da OPA lançada sobre o terreno da Minhoca Subtil, compulsados os pareceres da Anacom e da Autoridade da Concorrência (AdC), é com grande gáudio que informamos os senhores utentes do Dique, do sucesso e da relevância de tal aquisição, pelo que, a partir desta data, a Minhoca do Castor passará a engrandecer a tempo inteiro, este famoso lugar chamado Dique do Castor.

O Presidente do Conselho de Administração,

ALECTOR CASTOR AZEVEDO




2006-10-05

 

Já era tempo de ir aparecendo, né?...


Bom... já era tempo de ir aparecendo.... E eu, a modos que finalmente, resolvi-me e voltei a sair da toca. Ora toca então lá a mexer esses dentinhos, olé!....

Isto de andar para trás e para a frente, como quem não quer a coisa, traz-me à lembrança que, quando era chavalito novo, um potro de puro-sangue [na guelra], resolvia os problemas à bolachada com os meus amigos. A coisa era mais ou menos assim: quando tínhamos umas desavenças, principalmente por causa das garinitas [magricelas, diga-se de passagem, sem cor que as valesse, porque as mamãs tinham a mania de as cobrir de roupa, não fossem elas apanhar uma tísica à mistura com o ranho próprio de quem apanha um resfriado e logo pensa que está já com os pés para a cova], resolvíamos a situação com umas pedradas ou então com uma série de arremessos de bolas dos cedros, que, quando nos acertavam, ficávamos com umas dores parecidas com aquelas que todos nós já tivemos quando entalamos as nossas bolinhas de perlimpimpim e nos agachamos a tremer e a transpirar e a gemer e a dizer pequenas asneiras, como seja, fosca-se, carvalho, ou puta que pariu... mas com todas as letras, claro, que nós nem sequer éramos gagos... Nomesitos de somenos importância e que nunca, mas mesmo nunca, fizeram com que, cada domingo, deixássemos de comungar. Sim, porque a confissão era sempre a mesma choldra. O Padre Mário perguntava também sempre a mesma coisa, a ladainha era sempre a mesma: que pecados é que tiveste esta semana? E nós, zumba, a mesma resposta: maus pensamentos, padre, maus pensamentos, ehe,ehe,.ehe.... que, ao fim e ao cabo, nem sequer eram assim tão maus, diga-se em abono da verdade... E o Padre Mário, lá nos devolvia a bola com a penitência da ordem: dez padres-nossos, cinco ave-marias e uma salve-rainha, nem que fosse à saída do cadafalso, antes de nos borrifarmos com a água benta. E nós lá íamos rezar aquela ladaínha na mecha, porque no átrio da igreja, o resto do pagode já desesperava para uma jogatina de bola, que, se o padre acompanhasse de perto, caçava-nos outra vez para uma confissão mais apertada...
E nós, que não tínhamos muito que fazer, andávamos para trás e para a frente, para a frente e para trás, entre as nossas casas e as nossas casas, à espera de quem não prometeu de vir, mas sempre à espreita, não fosse o diabo tecê-las.

Bom, por hoje é tudo. Como disse uma empregada doméstica que tive, (se fosse agora, chamava-se governanta de eventos domésticos ou gestora de lides da casa) quando eu era putito mesmo, para o meu irmão mais velho: Ó menino Bertinho, abaixe-se senão ainda bate com os cornos na porta do almário. Tumba! Eu não lhe disse? Ehe,ehe,ehe...

CHUACS e UGAS para todos. E viva o meu regresso!!!!


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